14.4.13

Feliz Aniversário. 2 de agosto de 2008

E que tudo não seja apenas uma lembrança, mas sim uma motivação para continuar a acreditar no amor humano, cheio de falhas, mas sempre encantador.

R.

3.7.12

um erro um buraco um fundo um vazio um poço um não

13.6.12

12.6.12

arrepio.

peito gelado
mão quente

liberdade.

acordei rouca e nua. vi um teto que não era meu, numa cama que não era minha.
não havia medo nem fome, só pressa.


Déjà vu é quando nós vemos ou sentimos algo pela primeira vez e temos a sensação de já ter visto ou experimentado aquela sensação anteriormente. 
na verdade, era como se eu já tivesse previsto.

só o gosto na boca: havia conquistado. fui embora, mas quis ficar.


10.6.12

ou algo assim.

"teus olhos de peixinho nos meus olhos de aquário".

28.5.12

não sei se era porque o coração tava quente, mas essa noite quase não fez frio.

25.5.12

quis andar pra ver o céu e acompanhar uma lua sorridente que só crescia.
mas sem contar a lua, olhava pra cima e só via breu, meia dúzia de estrelas escondidas, postes e fios de tensão.
senti que não pertencia à esse lugar. fiquei aliviada e sorri.

24.5.12

Vivo quatro dias dentro de um dia só.
Um eu vivo porque preciso, dois eu vivo porque são o que eu sou e o outro é o ensaio de morte.
Dessas pequenas mortes diárias, sabe? Uma morte pra morrer as quatro vidas do dia, pra renascer e viver mais quatro no dia seguinte.

Então vivo mais quatro, morro, renasço, vivo, morro, renasço. Vivo. E sigo.

21.5.12

o corpo enfraquece para que possa se fortalecer.
é como dar um passo pra trás, pra depois andar uns 13.

tô recuando. mas quando eu for, vou longe.

13.5.12

8.5.12

aqui acaba um ciclo.


aqui começa o outro:

7.5.12

sou leonina quando eu danço.

2.5.12

É que eu também preciso de mim.

26.4.12

e o coração começou a pulsar junto com a batida do tambor.

já a segunda do tambor, era a décima do meu coração.

obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada. obrigada.

21.4.12

VEJO AMOR ONDE NÃO TEM.
e nunca houve um relacionamento duradouro e estável. houve poucos relacionamentos.
talvez nem chegassem a ser relacionamentos, fossem pequenos momentos de troca.
a carência se manifesta das mais profundas formas. às vezes dói. estar só é um esforço diário para vivenciar o que já se vive. andando em círculos, esperando.
relógio biológico ou coração só? não sabe. só tem certeza de quer preencher um vazio que a amargura.

17.4.12


A medida que aumenta o conhecimento científico diminui o grau de humanização do nosso mundo. O homem sente-se isolado no cosmos porque, já não estando envolvido com a natureza, perdeu a sua "identificação emocional inconsciente" com os fenômenos naturais. E os fenômenos naturais, por sua vez, perderam aos poucos as suas implicações simbólicas. O trovão já não é a voz de um deus irado, nem o raio o seu projétil vingador. Nenhum rio abriga mais um espírito, nenhuma árvore é o princípio de vida do homem, serpente alguma encarna a sabedoria e nenhuma caverna é habitada por demônios. Pedras, plantas e animais já não têm vozes para falar ao homem e o homem não se dirige mais a eles na presunção de que possam entendê-lo. Acabou-se o seu contato com a natureza, e com ele foi-se também a profunda energia emocional que esta conexão simbólica alimentava. Esta enorme perda é compensada pelos símbolos dos nossos sonhos. Eles nos revelam nossa natureza original com seus instintos e sua maneira peculiar de raciocínio. Lamentavelmente, no entanto, expressam os seus conteúdos na própria linguagem da natureza que, para nós, é estranha e incompreensível. Somos, assim, obrigados a traduzir esta linguagem em conceitos e palavras racionais do vocabulário moderno, que se libertou de todos os seus embaraços primitivos — notadamente da sua participação mística com as coisas que descreve. Hoje em dia quando falamos em fantasmas e outras figuras numinosas já não os evocamos. Estas palavras, que já foram tão convincentes, perderam tanto o seu poder quanto a sua glória. Deixamos de acreditar em fórmulas mágicas; restaram-nos poucos tabus e restrições semelhantes; e nosso mundo parece ter sido saneado de todos estes numes "supersticiosos", tais como feiticeiras, bruxas e duendes, para não falarmos nos lobisomens, vampiros, almas do mato e todos os seres bizarros que povoavam as florestas primitivas.

JUNG, Carl Gustav. O homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Editora Nova fronteira, 1996. 5ª ed. p.95.

1.4.12

meu corpo grita.

30.3.12